De mais a mais exteriorizado, o homem se vai tornando autômato; não mais vive pela alma; o tropel das ocupações fora de casa e, em casa, o jornal, o telefone, o rádio, tudo conspira para retirar-lhe as possibilidades de reflexão, de meditação; tudo tende a despersonalizá-lo, a fazê-lo pensar e sentir com a "massa", a afundá-lo na mais baça monotonia. Quem hoje conquista um minuto de silêncio? Não digo de silêncio material já cada vez mais difícil de estabelecer aliás, no bulício das grandes cidades digo de silêncio interior; não o ensimesmar-se num narcisismo autófago, mas antes o puro recolhimento onde a alma silente percebe que Alguém a espera e entreouve o divino sussurro: "Eis que estou à porta e bato".
Ficha Técnica:
ISBN: 9786587499192
Editora: Permanência
Dimensões: 14.00 x 21.00 cm
Páginas: 368
Encadernação: Brochura
Edição: 1
Idioma: Português
Com zíper: Não
Idade mínima: 0
Idade máxima: 99